Criar uma prótese de mamilo é uma mistura curiosa: um pouco de química, muita paciência, um verdadeiro olhar de artista e uma grande dose de escuta. Boa notícia: tudo isso se aprende.
Seja profissional de saúde, protésica ou protésico, esteticista ou simplesmente apaixonada ou apaixonado pelo tema, eis como é este caminho, passo a passo.
Para quem, e porquê formar-se
Os perfis que se formam são muito variados. Algumas pessoas já trabalham com pacientes após um cancro da mama e querem oferecer-lhes mais uma solução. Outras têm um percurso manual ou artístico e querem dar-lhe sentido. Outras ainda foram tocadas de perto pela doença.
O ponto em comum? A vontade de fazer bem. Uma prótese é um objeto muito íntimo. Tem de ser exata, confortável e bonita, e isso exige método.
Os materiais: conhecer bem o silicone
Começa-se pelo básico: o silicone médico, os pigmentos, o adesivo e o removedor. Aprende-se a prepará-los, a dosá-los, a respeitar os tempos de cura e a trabalhar com limpeza.
É a parte mais «técnica», e é ela que faz a diferença ao longo do tempo: uma prótese bem preparada segura melhor, limpa-se com facilidade e envelhece bem.
A cor: o coração do ofício
Encontrar o tom de pele certo é muitas vezes o que mais impressiona no início. Cada tom de pele é único, e a aréola tem as suas próprias nuances.
Na formação trabalha-se com 12 pigmentos e fórmulas de mistura precisas. A ideia é simples: aprender a ler uma cor de pele e reproduzi-la com doses fiáveis, sem passar horas a tentar. Com um pouco de prática, o olhar afina-se muito depressa.
A moldagem, os acabamentos e a aplicação
Depois vem o gesto: verter o silicone num molde, trabalhar o relevo do mamilo e da aréola, e cuidar dos acabamentos para um resultado natural.
Aprende-se também tudo o que diz respeito à pessoa:
- tirar uma impressão, quando se parte de um mamilo existente;
- explicar a aplicação com o adesivo médico e a remoção com o removedor;
- transmitir os bons gestos de manutenção;
- acolher as perguntas com delicadeza, sem nunca apressar.
Este último ponto conta tanto como a técnica. As e os pacientes chegam muitas vezes com um longo percurso para trás. O tempo passado a ouvir faz parte do trabalho.
Online ou presencial: duas formas de aprender
A formação online segue-se ao seu ritmo, a partir de casa: 16 módulos em vídeo, progresso guardado, um módulo de cores e um módulo para desenvolver a sua atividade. Pode rever um gesto tantas vezes quantas forem precisas, o que é precioso no início.
A formação presencial decorre em dois dias em Chambéry, a sós com a Diane. Fabricam-se tantas próteses quantas se quiser, com o material fornecido, e sai-se com as primeiras peças na mão. Dá também acesso à formação online, para continuar a praticar depois.
As duas completam-se muito bem: o vídeo para aprender e rever, o ateliê para avançar mais depressa com um olhar experiente ao lado. Para os perfis autodidatas, um manual digital passo a passo permite também começar com calma.
E depois da formação?
Depois de formada ou formado, pode juntar-se ao diretório de operadores certificados The Nipples Lab, para ficar visível junto das pessoas que procuram um profissional perto de casa.
O mais bonito ainda está para vir: a primeira prótese que se entrega a alguém, e o sorriso que a acompanha.
Em resumo
Formar-se na prótese de mamilo é aprender um saber-fazer completo: materiais, cores, moldagem, acabamentos, aplicação e acompanhamento. Não é preciso ser artista no início, é sobretudo preciso curiosidade e paciência. Uma pergunta sobre as nossas formações? Escreva-nos, teremos todo o gosto em responder.
